Curupira Pirô

17 novembro, 2011

Chauás 300km

Filed under: Curupira Pirô — Carneiro @ 7:58 pm

Véspera de prova, sempre complicado. E quando estamos falando de uma prova longa, a coisa fica ainda pior. Muitos detalhes: preparar os equipamentos obrigatórios, as bikes, as caixas com alimento, baixar, imprimir e plotar os mapas, recarregar todas as baterias e verificar se temos pilhas suficientes para todos os equipamentos noturnos, colocar tudo no carro… sem esquecer de beber muita água e se alimentar corretamente.

É a primeira vez que teríamos um apoio… e para nossa alegria, a Telma, também Curupira pirada de sangue, se prontificou a fazer parte dessa aventura… e para isso, mais equipamentos: barraca, material de camping, fogareiro, cadeiras, tenda, lona, lanternas extras…

É a primeira vez que realmente treinamos e nos preparamos para correr, por meses. Tivemos um treinador físico (Décio – D-Run) e uma nutricionista (Dra. Monica) que nos indicaram o caminho para que fosse possível agüentar a corrida até o final. Nos sentiamos preparados. Ao mesmo tempo, este processo todo nos deixou bastante ansiosos com a corrida assim como um grau extra de expectativa.

Na semana da prova, os organizadores sederam ao apelo de atletas e liberaram os mapas para download na quinta feira, e com isso alteraram o check-in e briefing para sábado de manhã em Bertioga, onde seria a largada. A grande maioria dos atletas acabaram indo direto pra Bertioga. Mas como já tinhamos reservas no Hotel de São Luis e a Dri ficaria o final de semana por lá… não tivemos escolha se não ir à São Luis e sair para Bertioga pela manhã. A cidade parecia um deserto, não havia indicação de evento nenhum, ninguém da Chauás, nada. Exceto atletas de uma equipe carioca que resolveram partir na sexta mesmo em direção a Bertioga para evitar o transito do final de semana prolongado. Encontramos Marcia-Chauás no restaurante que disse que não haveria nada ali, tudo seria feito pela manhã em Bertioga… então só restava voltar ao hotel e preparar as mochilas para a primeira parte da prova estimada em 20hs até o primeiro apoio. Tinhamos que ter muita comida e o que fosse necessário para passarmos a primeira noite de prova antes de ver o apoio no PC4. Nossa terceira integrante, Telma, chegou ao hotel por volta de meia noite.

É claro que não havia café da manhã pronto as 6hs… então seguimos direto pro posto para abastecer… e, é claro, que a chave ficou emperrada na tampa do tanque de gasolina do carro…. é claro que o transito na serra de Mogi das Cruzes estava intenso e quase parado… e é claro que depois de momentos de tensão, chegamos no Forte São João quase na hora da largada. Já disse que não gosto de largada??

Um abraço rápido nos Metrilhas, um xixi rápido, um briefing já iniciado… ai que frio na barriga. Quando chegamos, ainda tínhamos que passar protetor solar, escolher os remos (por indicação do experiente Fran, escolhemos remos de pá simples, era o que estávamos “acostumados”, uma vez que nunca havíamos tentado remos de pá dupla em canoa canadense)… no briefing foi avisado que o trekking entre os PCs (postos de controle) 3 e 4 seria difícil, tipo “chauás”…

Telma colocou água nos squeezes extras que estavam nas mochilas e pronto… largada… sem tempo para alongamentos e meditações profundas.

10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1… Para evitar atropelamentos na saída do remo, foi montado um PPO1 (ponto de passagem obrigatória – coord. 0384500/7361500) à 1km da largada, na praia para uma corridinha de aquecimento e show aos banhistas (perdemos um dos squeezes que caiu da mochila). Deve ter sido uma cena engraçada pra quem estava tomando sol na praia, ver um bando de pessoas, ainda sorridentes, em calças compridas, carregadas com coletes, mochilas, remos, capacetes… correr até “logo ali” e voltar pra depois sumir rio acima no PC1/AT1 (área de transição, onde acontece uma troca de modalidade, nesta caso, trekking para remo – coord. 0384500/7361350).

Logo no inicio do remo percebemos nosso erro na escolha dos remos… o remo de pá dupla é muito mais eficiente. Todas as equipes que optaram pela pá dupla, podem até ter tido alguma dificuldade no começo, mas depois de estabilizada, a canoa sumia na nossa frente… até nossos amigos Guilherme e Claudio da equipe Os Montanheiros que tentaram passar por cima de um barco pesqueiro “estacionado” e acabaram virando a canoa passaram por nós no meio do remo por cauda da pá dupla…

Um remo muito prazeroso.. o rio, a nosso favor, não apresentava grandes dificuldades de navegação nem de orientação… Tivemos nesta etapa uma opção de portagem, onde poderíamos optar por cortar um trecho de 3 km do rio, carregando a canoa por quase 400 metros por uma estrada (só quem pesquisou no Google maps sabia dessa estrada). Eu como navegadora, e com um histórico de dores nas costas, optei por continuar pelo rio, mas com isso fomos alcançados pela dupla mista que havia ficado pra trás… infelizmente perdemos tempo com essa decisão, mas ao conversar com outras equipes, parece que ir pelo rio realmente poupou energia, uma vez que a canoa é muito pesada e 400 metros é uma distancia bastante longa para carregá-la.

Remamos por 5 horas até o PC2 / AT2 (remo para trekking – coord. 0392000/7370050)… 5,5hs do inicio da prova… Deixamos a canoa, os remos de pá simples para trás e atravessamos o rio gelado até a margem oposta, um vara mato rápido até a trilha e seguimos para o norte/nordeste pelo vale ao lado do Rio Itapanhaú até cruzá-lo, depois de aproximadamente 5 km para subir a trilha (leste) até a rodovia Mogi-Bertioga, à 340m de altitude.

Chegamos empatados com mais 2 duplas mistas. Era para ser um mirante, mas a noite, todo gato é pardo e toda cachoeira é apenas barulho, barulho este que não dava pra ouvir devido ao transito intenso da descida da serra.

Mais 2 km pelo “acostamento” até a entrada da trilha. Na ponte do Ribeirão Guacá. Uma subidinha básica de 430 a 640 metros de altitude onde supostamente encontraríamos a saída para a trilha principal que nos levaria ao PC4.. no caminho encontramos “pescadores” que voltavam para a rodovia dizendo que já haviam encontrado atletas perdidos nas trilhas perto do “brejeiro” e se caso pretendêssemos seguir, era pra tomar cuidado e não seguir as pegadas de bota, uma vez que não levavam ao caminho correto, e um segundo pescador acrescentou que nem deveríamos continuar. Começamos a caminhar sem muitas dúvidas sobre o caminho. Azimute correto, trilha existente… tudo como deveria ser… até encontramos 8 atletas exaustos voltando na direção oposta! Estavam a horas procurando pela trilha… essa é a hora em que as equipes começam a influenciar todos a sua volta. Escutamos as referências, as reclamações e seguimos nosso rumo, conforme nossa navegação. Uma hora depois desse encontro, a trilha se foi. Sumiu… Escafedeu-se…

Entramos na trilha à 20hs e já eram 2hs da manhã quando sentamos numa pedra na beira do rio. Meu headlamp (lanterna de cabeça) estava com a pilha fraca e eu não tinha reservas (uma vez que achava serem pilhas novas, um erro clássico), meu ânimo estava abalado, estava feliz em estar, mesmo que por um breve momento, fora da mata fechada… Carneiro, mesmo contra a vontade e contra seus princípios, cedeu ao meu apelo e resolvemos esperar o sol nascer para encontrar a bendita continuação da trilha do outro lado do rio.

Durante as horas em que ficamos na pedra, diversas equipes passaram por lá sendo que 2 duplas resolveram ficar por perto para seguimos juntas pela manhã: Os Montanheiros e a Chauá de Curitiba. Carneiro conseguiu dormir uns 40 min e eu, sempre consigo dormir um pouco mais. Só não dormi as 3 horas porque além do frio de rachar, haviam pernilongos e a pedra era muito escorregadia. O sol nasceu e com ele nossa ambição em achar a continuação da trilha.

Nossa estratégia foi seguir pelo rio e suas margens para não perder a entrada do outro lado e talvez reconhecer alguma referência no mapa. Alguns trechos em que o rio estava profundo e havia barrancos muito íngremes nas margens, procurávamos por brechas pela mata nas laterais. Vidinha difícil essa. Não tínhamos certeza se já havíamos passado o local onde deveríamos atravessar o rio ou não… isso deixa a gente meio atordoado, uma vez que não adiantaria varar mato em nenhum azimute porque poderíamos perder a estrada e passar outra noite na mata. Horas foram se passando… as 3 duplas ficando cada vez mais desanimadas. Carneiro e eu resolvemos subir uma montanha para, no topo, comprovar minha suposição quanto a localização. Descemos a montanha pelo vértice e nada de confirmação. Nossa comida estava se esgotando e já estávamos tomando água do rio. Encontramos novamente com o pessoal que resolveu que voltariam para o PC3 desistindo da prova. Ainda lutamos contra essa idéia por mais uma hora até sucumbir…. os Curupiras pagariam pau antes mesmo de encontrar o apoio pela primeira vez, antes mesmo da primeira perna de bike, muito antes do corte que era nossa primeira missão nesta corrida… foi um retorno doloroso e triste até o PC3. Em silêncio chegamos no mirante, que mesmo de dia foi ofuscado pela neblina e chuva fraca… continuamos sem ver a cachoeira.

Se a prova estivesse acabado nesta hora estava tudo bem… mas desistir e voltar para trás pode trazer uma série de problemas, por exemplo avisar a organização e os apoios que se encontravam pra frente..

Outras 11 pessoas também desistiram neste trecho, e antes de chegarmos no PC3, eles fecharam uma van que os levou ou PC4 onde estavam os apoios… perdemos essa carona.

Por um breve e inusitado momento, por volta do meio dia, Christopher da Equipe Chauá conseguiu falar com Lucas da organização para avisar que as 3 duplas estavam de volta e aguardávamos o resgate pelos apoios de deviam ser notificados por rádio no PC4. Nunca mais conseguimos contato com ninguém daquele ponto. Aguardamos até não conseguir mais. O mirante fica ao lado da rodovia e não tem nenhum ponto de abrigo para quem fica por lá. Estávamos com princípio de hipotermia em baixo de chuva e no vento… todo aquele frio da madrugada estava de volta em nossos ossos…

Passaram 2 carros da DER até que eu consegui que um deles parasse no mirante para pedir ajuda. Como são proibidos de dar carona, o resgate foi acionado e fomos todos levados ao pronto socorro de Bertioga. Preocupados com os apoios que ainda não tinham noticias nossas e caso tivessem, procurariam por nós no mirante… ficamos ansiosos por noticias. Fugimos do PS, uma vez que o principio de hipotermia foi 100% amenizado por sairmos da chuva e do vento. Aliás, foi só entrar na ambulância do resgate, que quatro pessoas do nosso grupo já caíram no sono quase imediatamente. Em frente ao PS entramos no restaurante e comemos uma refeição quente enquanto a cada 10min Guilherme tentava entrar em contato com todos da organização, sem sucesso. Todos fora de área. Christopher resolveu ir até a casa onde se hospedou em Bertioga para tentar uma carona até o PC4 para avisar os apoios e por sorte, conseguiu. Chris, Carneiro e eu fomos juntos, uma vez que poderíamos seguir viagem com Telma direto para São Luis e os demais voltariam à Bertioga. 2 horas mais tarde, às 20hs, finalmente, um encontro com nosso apoio!!!

Neste momento ficamos sabendo que Lucas não conseguira passar o recado e nosso apoio ainda não tinha noticias nossas. E 5 minutos antes de chegarmos, eles descobriram um orelhão com o qual conseguiram fazer uma ligação a cobrar para o Guilherme e só assim souberam que já estávamos a caminho de carro.

2 hs da manhã estávamos chegando no Hotel em São Luis onde a Adriana nos aguardava… 20 micuins mais tarde… de banho tomado… fomos dormir. Coloquei despertador para 9h30 porque não queria perder o café da manhã ;-) .

Por volta de 16h30 os Irmãos Metrilhas completaram a prova em segundo lugar das duplas masculinas. Parabéns meninos!! Nossos heróis.

Parabéns a todos que completaram essa prova, e encontraram todos os PCs!!!

4 fevereiro, 2011

O ano da volta por cima…

Filed under: Curupira Pirô — Carneiro @ 12:50 pm

Esse ano de 2011 será marcado pelo retorno do Curupira Pirô às provas de corrida de aventura de longa distância.

Previsão de participar de provas de 150km (Expedição Xokleng e Estrada Real) além da Chauás 300km.

Será um ano de treinos e muito perrengue. Cada prova colocarei aqui as nossas impressões.

E vamos que vamos!

12 fevereiro, 2009

Expedição Chauás – Cananéia – 80km – 07fev2009

Filed under: Curupira Pirô — vanessabakker @ 9:34 am

Para não dizer que tudo começou tranquilamente, como nunca acontece com os Curupiras, tivemos um inesperado probleminha com o rack da bike cujo parafuso espanou. Por sorte levamos ferramentas e conseguimos desmontar a estrutura sem ter que serrar nenhum parafuso para deixar as bikes no PC9 na manhã de sábado. Com isso perdemos um valioso momento para tomar um café da manhã adequado na cidade.

As 09h30 começam a tocar os tambores da turma do Maracatu e marchamos até o pier onde lotamos 2 escunas para irmos à largada na Ilha do Cardoso. 50 minutos depois e muito golfinhos… estávamos em baixo de um sol quente mas nublado na Praia do Núcleo Perequê do Parque Estadual da Ilha do Cardoso (achei o núcleo meio descuidado).

Fran fez um rápido briefing e, sem pórtico mas com a banda de Maracatu posicionados, foi dada a largada para a primeira prova do ano.

 ILHA DO CARDOSO (11km de trekking + 5km de remo) 

Para minha tristeza maior, a largada começava com 5,5km de corrida em plena praia até o PC1 na Praia do Itacuruçá. Sendo essa a minha modalidade “carma”, chegamos ao PC1 em último lugar. Entramos na mata rumo ao PC2 (mais 2km de trek), mas a essa altura comecei a me sentir muito fraca. A ar era muito quente e abafado. Estava com sintomas de desidratação e começamos a progredir muito lentamente. Felizmente encontramos alguns riachos no caminho que serviram para esfriar meu radiador. Passamos por 2 duplas masculinas que também aguardavam a recuperação de um dos atletas com os mesmos sintomas. Seguindo os “sinais” deixados por pesquisadores na mata, não foi dificil navegar por essa trilha.

 PC2! Poço das antas. Como éramos quase os últimos, não vimos animais nesse trecho, acho que as equipes que estavam na nossa frente não foram tão silenciosas assim. Mas a beleza de lugar é indiscutível. Em poucos minutos estávamos na estradinha que levava as PC3 (3,5km trek) (muitas duplas da light estavam procurando o caminho por lá). Passamos por um atleta contudido da equipe da Rose que havia torcido o pé, a prova já tinha terminado pra eles. (neste trecho recuperamos 2 posições entre as duplas mistas). E eu começava a apresentar melhoras.

 PC3, Pier do Nucleo Perequê, os ducks. Lucas estava lá, animado como sempre. Reabastecemos nosso camel na bica, tiramos os tênis para secar os pés e seguimos 5,5km de remo até Ilha Comprida. Bem no momento entre-marés e isso facilitou nosso remo em linha reta até o PC4 (Pousada Morretinho) que fizemos em 50minutos (as equipes que vieram depois pegaram maré contra). O tempo estava fechando, nuvens muito pesadas estavam sobre Cananéia e muitos trovões. Uma assadura em baixo do braço direito começou a incomodar.

 ILHA COMPRIDA (12km de trekking + 8km de remo)

Deixamos os ducks e seguimos a trilha rumo ao PC5 – Ponta da Trincheira (2,5km trek). Achávamos que faríamos um vara mato, mas havia uma trilha entre as bromélias até lá. Nesse trecho, encontramos 2 duplas mistas voltando na contra mão (elas optaram por voltar pela trilha para ir ao PC6 ao invés de irem pela praia por causa da maré alta). Nós fomos pela praia, com vento na cara, decisão sábia. Eu não queria/conseguia correr, então tentamos manter um ritmo de caminhada forte. 5,5km trek até o PC6  na Praia do Boqueirão Sul, onde encontramos nossa caixa de abastecimento. Trocamos de meia (como se fosse ficar seco!, mas valeu pelo prazer momentâneo), reabastecemos nossas mochilas, Carneiro estourou algumas bolhas no pé e seguimos viagem. Como as equipes estavam tendo dificuldades em encontrar a entrada da trilha, a organização estava dando a dica: “entre pela cerca depois do pinheiro com cara de árvore de natal”. Hehe, tudo é relativo. Eu vi muitas “árvores de natal” em potencial! Enfim, nós e mais uma dupla masculina entramos muito depois da trilha correta rumo oeste. Toda região é de brejo e logo não havia mais trilha para seguir. Acompanhamos os meninos por mais alguns azimutes e achamos que estávamos nos desviando muito pra direita, até que nos separamos. Carneiro e eu seguimos S / SW, por entre muitas bromélias e abelhas!! (Carneiro levou mais de 20 picadas segundo nossos cálculos! – sorte que não eram vespas do mal) até encontrar a trilha correta e topar com uma dupla mista. Era a Outzone que tinha chegado ao reabastecimento no momento em que saímos de lá. (e essa disputa se seguiu até o final da prova). Mas que trilha! Brejo total, com direito a atoladas até a parte alta da coxa em alguns momentos. Difícil trekking de 2,5km. Depois mais 1,5km trek fácil pela estrada até o PC7 onde estavam os ducks a nossa espera. O sol já tinha se posto, eram 20hs, e a chuva ainda era uma ameaça real.

Fran estava lá e disse que ainda teríamos uma hora de maré contra e para remarmos próximos a margem. Esse trecho foi cansativo. 8km de remo com maré contra o tempo todo! Que fizemos em 2,5hs. O Carneiro que estava no leme ficou muito cansado para manter o duck no rumo. Como optamos por ficar na margem esquerda do rio, acabamos encontrando bancos de areia. Esse tipo de coisa que mostra como é importante o treino. Apesar de tudo conseguimos ultrapassar nossos concorrentes diretos, a Outzone.

 CANANÉIA (2km trekking + 19km bike)

Finalmente chegamos ao Bairro Agrosolar no PC8, com o Carneiro amaldiçoando o remo. Colocamos uma camisa de manga comprida seca para evitar o frio. Deixamos os ducks e seguimos rumo ao PC9 (Bar do Milton) onde estavam as bikes. Esse trecho foi diferente para todas as equipes. Como a trilha realmente era inexistente, cada equipe seguiu seu rumo. Fizemos o trecho de vara mato em 50minutos e ouvimos de equipes que levaram 3 hs para atravessar o mangue. Acho que o fato da maré estar no ponto mais baixo quando passamos pode ter nos ajudado. No bar encontramos a turma toda, estavam Lucas, Fran, Doc, Jef etc… Compramos uma água e seguimos para o último PC da prova na Estrada do Quarentenário.

Na saída do PC encontramos com a Outzone que tinham acabado de terminar o trecho de vara-mangue. Sebo nas canelas!!

Grande parte do trecho asfaltado e parte areia. Depois do PC10 um single-bike por trilha de areia que pela chuva não apresentava grandes dificuldades. Em determinado trecho avistamos atrás de nós as luzes da Outzone que estavam em nossos calcanhares. Mas em uma bobeada de navegação eles nos ultrapassaram. Faltavam pouco menos do que 2km para o término da prova e lá foram eles. Saímos desesperados atrás mas a falta de treino em areião nos prejudicou.

Finalmente completamos, as 02hs da manhã, após 15hs de prova, a CHAUÁS! E recebemos medalhas pelo próprio Lucas! Em nossa categoria, chegamos em 10 lugar das 13 duplas mistas que largaram. Apenas 2 minutos após a Outzone. Desculpe Carneiro pela minha fraqueza nas corridas e obrigada pela paciência e companheirismo que você tem.

Saldo da prova: Carneiro com bolhas nos pés e picadas de abelha e eu com 2 grandes assaduras em baixo dos braços e muitas marcas de bromélias nas pernas.

Parabéns a Outzone pela ultrapassagem no final da prova. Quem disse que na turma do fundão não tem emoção?!

Agradecimento também ao Silva, dono do Camping das Bromélias (www.camping.cananeiatur.com) pela recepção, força e carinho que nos recebeu em suas cabanas (interessantíssimas!! Vale a visita!) ao estilo camping.

16 dezembro, 2008

Chauás Fast – 80km – Peruibe – 14dez2008

Filed under: Curupira Pirô — vanessabakker @ 3:36 pm

A prova começou diferente desta vez: sem correria! Dá pra acreditar? Chegamos tarde na sexta, mas ja com tudo quase pronto. Plotar o mapa foi facil e emplastificar.. nem se fala: a cada vez mais profissional a Chauas arranjou uma maquininha de emplastificar que nos poupou trabalho. Fomos dormir no camping Kojak num quarto sem requinte mas suficiente para seu propósito. Pela manhã, checagem de equipos, café da manhã, mochila nas costas.. e caminhada até a largada (estavamos prontos e esperando, praticamente com uma hora de folga!!!)… e nem precisei ir ao banheiro de ultima hora!!!… Destesto largadas com 5km de trekking pra começar… sempre fico no pelotão final e é frustante. Sinto que estou muito lenta na bike também. Nessas horas fico me perguntando se o que eu treino serve pra alguma coisa?! Legal foi ver uma atleta feminina encarando fazer a Chauas solo!!! (mesmo que sejam 45km). Já sou fã dela.

Começamos o trekking e já perdi minhas luvas (aquelas que eu nunca tiro e desta vez tirei por estarem molhadas e queria que secassem, alem de ajudar a controlar a temperatura do meu radiador). Não sei se foi no trotinho ou se foi com o vento da passagem de um onibus que ia pra Barra do Una… só sei que elas sumiram. (faria o vara mato sem luvas…. ok). Queria muito caprichar na navegação pra não decepcionar e pra recuperar o atraso causado pela minha lerdeza. Acho que fomos bem.

A Telma era o PC 4 numa praia fantástica. Precisamos voltar lá a passeio. Esse lugar é incrível e foi onde, há muitos anos atras, decidi que seria bióloga. Demos um olé numas equipes perdidas e chegamos bem no PC5. Até ai, não tinha segredo nenhum na navegação (pelo menos para nossa equipe). Começamos uma trilha rumo ao PC 6 e entramos no vara mato (confesso que começou antes do que eu imaginava).. mas como varar mato na Chauas é praxe, não nos importamos e seguimos rumo ao sol poente. (poético?… mas funciona) Não tem azimute mais tranquilo que seguir o sol.  Muitas equipes insistiam em procurar por trilhas e acabaram batendo muito a cabeça nesse trecho. Inclusive nossos amigos Irmãos Metrilha acabaram se dando mal neste trecho (na categoria quartetos), mesmo porque ja era noite e não tinham o sol para seguir.

Faltando 500 metros pra chegar no PC6: sabendo que ele estava perto, pela proximidade do Rio… atolei no mangue. Tentei pensar leve, mas meu tenis resolveu que pra ele aquilo era demais. Não sei se foi recordação de provas anteriores…. mas ele pagou pau… ainda fiz o ultimo pedaço sem eles mas não teve jeito: perdi minhas solas! Tentei colocar a meia por fora pra segurar, mas a cada passo, o risco de torção, os escorregões estavam me deixando apreenssiva. Ainda faltavam 8km de vara mato após o PC6.

Acertamos o PC em cheio. No rio tentei me lavar (eu estava preta de barro de mangue até os ombros). Dei adeus às solas e com 2 meias e o resto do tenis tentei continuar. A Mata esta cheia de astrocarios (palmeiras com espinhos longos até no dorso das folhas), fui atacada por formigas vermelhas e escorregava a cada passo. 15 minutos após sair do PC6, resolvi que seria imprudente continuar. Meus companheiros de equipe ficaram comigo e voltamos ao PC6 para pedir resgate. Frustante parar assim, no inicio da noite, com todos os integrantes bem para continuar. Esperamos ainda 3 horas até o barco chegar. Marcelo, um atleta solo desistiu por perder o mapa e ficou esperando conosco. Ele não imaginou que fosse demorar tanto para alcançar o PC e acabou ficando sem comida, sem anorak e seu cobertor de emergencia estava fora de condições de uso. Isso nos mostrou o quanto o equipamento é importante. Andar com uns kilos a mais, para nós: equipes longe da ponta….. da frente, é essensial. Nunca se sabe o que podemos encontrar.

Fiz um espaguete ao chegar no camping… nunca fomos dormir tão cedo num dia de Chauás.

Mais tarde, soube que uma equipe encarou o mar bravo numa travessia a nado sem colete (a Mirela é doida). Será que vale a pena se arriscar tanto? Quando vi o mar, ainda comentei com meus companheiros que não era necessario nem comentar que seria imprudente entrar no mar, como o Fran fez no brienfing… porque nenhuma equipe seria besta de tentar.

Amo a corrida de aventura.

27 julho, 2008

7o LUGAR NO RBCA – DUPLAS MISTAS

Filed under: Curupira Pirô — Carneiro @ 7:08 pm

SENHORAS E SENHORES!!!!

NESSE MOMENTO (27/07) CURUPIRA PIRÔ ESTÁ EM 7o LUGAR NO RBCA (RANKING BRASILEIRO DE CORRIDA DE AVENTURA) NA CATEGORIA DUPLAS MISTAS.

TAL PRIVILEGIADA POSIÇÃO SÓ FOI CAPAZ DEVIDO AO DUPLO 5o LUGAR CONSEGUIDO NAS PROVAS DA CHAUÁS E EXPEDIÇÃO LIMITE.

PARABÉNS PARA TODOS NÓS!!!!!!

SOMOS UMA DAS 10 MELHORES DUPLAS DO BRASIL!!!!!!

NÃO É MOLE NÃO!!!!

VEJAM www.rbca.com.br

Medo e Delírio

27 outubro, 2009

Enfim, pódium

Filed under: Medo e Delírio — Carneiro @ 9:07 am

Após anos de competição de enduro a pé e trekking de regularidade, nós da equipe Revista Azimute 89FM consguimos um pódium. Foi na etapa de Sta Bárbara D’Oeste da Copa North. Um honroso 3o lugar para orgulhar toda a família curupira e medo.

Parabéns pra nóis! :-)

Ficamos até sem graça lá em cima

Ficamos até sem graça lá em cima